domingo, 11 de outubro de 2015

[Resenha]: "Mama"... amor ou ódio?

Gente, primeiro me desculpem fiquei muitos dias sem postar mas é porque acabei me ocupando e devido a isso ficava cansado demais e sem ânimo para fazer um post novo, mas prometo que essa semana farei pelo menos mais 3 publicações para poder recompensar esse tempo perdido, ok?! Então hoje eu vou fazer uma resenha do filme "Mama" que é um terror psicológico tanto trágico como extremamente lindo, depende do olhar do telespectador.

Mama é a resposta para a pergunta: o que aconteceria se duas crianças fossem criadas por um fantasma?

Victória e Lily foram criadas por Mama, um fantasma nada simpático de uma mulher que cometeu suicídio com seu filho nos braços, cujo acabou perdendo no caminho do penhasco, e por quem vagou por um século a procurar, até encontrar as duas garotinhas. A grande questão do filme está no momento em que o Psiquiatra das garotas (um pouco propenso a psicose, já que acreditou na Mama quase de cara) se encontra com a senhora responsável pelos arquivos antigos, e ela lhe pergunta se ele acredita em fantasmas. Logo em seguida ela diz algo muito parecido com isso: "Fantasmas são entidades que perderam quase toda sua forma humana, mas que vagam por aí a repetir os erros cometidos em vida".
Mama não era uma pessoa ruim. Era apenas uma doente mental que queria seu bebê de volta. Ela salvou Victória de um ser humano igual a ela, no exato momento em que o pai iria tirar a vida da própria filha após fazer o mesmo com a esposa (que não virou fantasma, não sei porque). Quando enfim as meninas foram encontradas pelo tio, gêmeo do pai, através dele elas puderam tem contato com a vida "real". O problema é que elas estavam apegadas à Mama, principalmente Lily que acabou sendo aquela a ser totalmente criada pelo fantasma e quem nunca conseguiu se desapegar a ele.
O filme é uma sequencia um pouco previsível de fatos assustadores, mortes de coadjuvantes desnecessários e revelações bombásticas do passado da fantasma. Annabel acaba sendo a heroína do filme ao se apegar tanto às meninas a ponto de enfrentar uma entidade poderosa para salvá-las. A cena em que ela contém a raiva de Lily e beija sua mão, atraindo o afeto da menina, foi um tanto emocionante. Ao longo da trama nos deparamos com uma boa fotografia, atuações satisfatórias e desfechos originais dentro do que o gênero permite. O fato de as meninas poderem interagir de forma direta com Mama, fazer-lhe pedidos, cobrar-lhe promessas é um quesito diferencial dos filmes de terror tradicionais.


O filme foi produzido por Guilhermo del Toro, eu jurava que iria ser um filme no estilo de "O
Labirinto do Fauno", tenso e um pouco assustador, mas com um suspense surreal. Errei de verdade. "Mama" puxa muito para o suspense de "O Orfanato", também produzido por Guilhermo. E, ainda, o suspense e o jogo de sombras usado em "Mama" é completamente diferente de qualquer outro filme de terror. Acho que o ponto alto do filme é realmente o final, a maioria das pessoas achou ruim, mas eu achei um tanto quanto poético com a transformação de um personagem que não estávamos esperando se transformar.

O filme pode ser interpretado mais como uma "historia de amor" pelo fato de Mama ter se apegado as meninas, cuidando e no certo, feito um papel de mãe tentando meio que compensar o que houve antes de sua morte com seu filho recém nascido, mas como eu havia dito no início, depende do olhar do telespectador...

 Trailer Legendado de "Mama"

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